quarta-feira, 27 de abril de 2011

Bom, hoje eu já nem sei mais quem sou, há uma confusão no meu cérebro e todos os dias eu luto para tentar descobrir quem é essa pessoa que me transformei, tão diferente de quem eu era, de quem sempre fui, acho que agora sou feita de sopros, sopros de frieza, de vazio, de solidão, sentidos confusos e atordoante me atormentam em noites sem estrelas, sem esperança. E esse tempo que passa e nada muda. Tornei-me um ser tão frágil, confuso, vulnerável, cheio de medo, de magoas e de lembranças. Às vezes me sinto como se estivesse morrendo por dentro. Já não sei mais o que quero e muito menos para onde vou, mais continuo aqui caminhando em passos escuros. Eu não sei, mais se ainda existe um coração em mim, só sei que o que tenho no meu peito é tão frio, árduo e estranho que às vezes me sinto no Pólo Norte. Virei mestre em fingir sentimentos e inventá-los, eu já não acredito no amor sincero e eterno nem consigo ver as cores do arco-íris, a noite é sempre longa e cansativa e os dias tão clichê, minhas lágrimas secaram diante de todas as feridas desta vida, Não! Eu não falo de dor, ela já se foi, nem sinto mais , eu falo da ressaca que ela trouxe e que permanece em mim que é a estranha sensação de não sentir nada, tal que me tornou assim, alguém que eu própria às vezes desconheço.

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